Jessica Zanelato/ outubro 2, 2017/ Blog/ 0 comments

Esta entrevista foi feita com a Ana Eliza como parte de uma série de entrevistas para o Training Center sobre o que um profissional pode dizer sobre sua área de atuação visando mostrar para outras pessoas como é trabalhar no que fazem, esclarecendo para algumas pessoas se elas se dariam bem trabalhando na área ou mesmo só para mostrar para outras pessoas como é trabalhar com isso.


# Introdução

Sou a Ana Eliza Freitas, e trabalho numa multinacional em Belo Horizonte.

Trabalho como desenvolvedora de sistemas desde 2008.

# Como você conheceu a área de desenvolvimento de software?

Conheci a área, há mais de 15 anos, quando fiz um curso de HTML no colégio, mas não segui a carreira.

Quando fiz vestibular, por adversidades da vida, acabei indo para área da saúde e quando fui estudar programação de fato, alguns conceitos básicos, como lógica e estruturas de decisão, no início me pegaram.

# Como foi o primeiro trampo?

Meu primeiro emprego, em BH, foi numa grande empresa de software de contabilidade. Lá eu estava num setor de projetos pilotos e então eu fazia pesquisas de tecnologias para implantar na arquitetura.

Meus maiores medos era a curva de aprendizado para conseguir dar conta do recado e com ajuda do meu marido, que é um desenvolvedor super dedicado e atencioso com as outras pessoas, eu consegui.

# Quais são as skills de quem trabalha nesta área?

Para um bom full-stack, deve-se dominar linguagens desde o front-end, passando pelo back-end até o banco de dados. Então é bom ter conhecimentos em linguagens que façam solicitações do lado do cliente, do lado do servidor e no banco de dados.

Para conseguir ter um certo domínio em todas as especialidades necessita-se de pró-atividade, tolerância para lidar com as frustrações ao não identificar num primeiro momento os problemas e paciência para se dedicar aos estudos.

A pessoa precisa ter uma personalidade ética, tentar estar sempre motivada, ser flexível com as adversidades que encontrará nos projetos, trabalhar bem em equipe, conseguir ser bem comunicativo para lidar com cliente/usuário e outras soft skills que são percebidas ao longo da vida na empresa.

Para um bom full-stack, deve se dominar linguagens desde o front-end, passando pelo back-end até o banco de dados

# Quais são os principais desafios da área?

As dificuldades que um full-stack enfrenta é a quantidade de material novo que surge para o desenvolvimento, seja linguagem, framework ou padrão de projeto.

Quando se domina a linguagem e o framework, o padrão de projeto ou a arquitetura é um bom ponto de atenção para o desenvolvimento, pois é uma etapa que embasa a solução.

Creio que a etapa mais trabalhosa no ciclo de vida do software é a parte de análise, pois se o(a) analista não conseguir extrair e organizar as informações, fatalmente todo o resto terá problema.

# Quais são as principais recompensas da área?

Para os ônus temos também os bônus, e a área tem muitos bônus, como ter emprego numa facilidade maior, pois o mercado não é tão ruim, mesmo em época de crise, porém deve-se fazer uma boa negociação de salário ou valor/hora.

As modalidade de serviço é ampla e flexível, podendo trabalhar local ou remotamente, e pode ser empregado via CLT, trabalhos avulsos, ou freelance.

No meu caso, como trabalho com ferramentas Microsoft, a comunidade é bem ativa, bem como é fácil de encontrar tutoriais na internet, e também tenho o maridão que me ajuda bastante, até hoje (❤).

# Você pensa em mudar de área?

Depois desse tempão na área eu não penso em mudar, até porquê tem tanta coisa nova todos os dias que sempre a gente se sente obsoleto, ou tem aquele sentimento de impostor, então sempre tenho ânimo de aprender mais nessa área.

# Por que alguém deveria se tornar um(a) desenvolvedor full-stack

O mais bacana da área é o aprender: aprender novas tecnologias, aprender a regra de negócio do cliente, aprender a pensar melhor.

A área de desenvolvimento pode ser eclética e todos e todas podem entrar na área, terão que estudar bastante, mas poderão trabalhar em diversos mercados, em diversas áreas e com a flexibilidade na modalidade de serviço.

O mais bacana da área é o aprender

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